Evento Mobilidade Floripa 2019 discute a mobilidade urbana da cidade

Mobilidade Floripa 2019

O evento “Seminário de Transporte, Logística e Mobilidade Urbana: Mobilidade Floripa 2019”, realizado nos dias 6 e 7 de maio, foi iniciado com a apresentação do professor Ângelo Arruda que falou sobre os problemas urbanísticos de Florianópolis que levam a figurar no décimo lugar entre as melhores cidades do Brasil dentre setenta avaliadas.

Ele destacou a importância da gestão de cidades por resultados dizendo que se a capital catarinense melhorasse apenas um pouco na questão da mobilidade urbana, seríamos a segunda, quiçá a primeira neste quesito.

Em seguida, o engenheiro José Carlos Rauen, presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina, apresentou uma visão atual para resolução de problemas pontuais de mobilidade de fácil resolução no sentido da revascularização do tráfego.

Muito mais sério que este problema trata-se da insegurança jurídica que perpassa o empreendedor, mas o fato pouco divulgado é a responsabilização do funcionário público pelo judiciário em muitos órgãos; o técnico chega ter seu salário e muitas vezes seus bens postos à risco por eventuais irregularidades, muitas, senão na maioria das vezes cometidas de boa fé.

Isto reduz a velocidade de resposta dos serviços públicos às demandas da população, agravando o sentimento generalizado de insegurança jurídica na cidade, bem como provocando perdas de arrecadação pela tendência à informalidade geral.

Após o intervalo a questão da infraestrutura se abordou particularmente em soluções econômicas e inovadoras. Mesmo a nível internacional, se apresentou com o Doutor Engenheiro Aloísio Pereira da Silva, o sistema Infravias.

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Foto: Divulgação/Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis

De fácil execução, uso e mais ainda em manutenção, está sendo procurado em diversos locais do mundo para seu uso. No entanto, este sistema inovador necessita de gestão compartilhada, tendo em vista a reação das concessionárias a esta novidade.

Isto foi abordado na palestra seguinte onde a Agência Municipal de Cadastro se propõe a acabar com as desconexão entre as diversas empresas que operam na cidade que provocam grandes prejuízos à mobilidade (pela constante interrupção de vias urbanas, calçadas e pistas de rolamento) pois estas não se “conversam” e realizam serviços sem aviso tanto à população, quanto às outras que serão, muitas e com bastante frequência danificadas.

Após o intervalo, o professor Roberto de Oliveira – Coordenador Geral do Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis – discorreu como os custos destas utilidades impactam na cidade, bem como sua inviabilidade econômica, ambiental e social.

Cidades muito espalhadas no espaço – como Florianópolis – representam uma época em que se desenhavam cidades para serem belas vista de cima. O exemplo das baixas densidades (sete habitantes por hectare) aqui praticadas inviabilizam não só o transporte coletivo, mas também os serviços de coleta de resíduos sólidos, esgotamento sanitário, drenagem, além de provocar lenta ruptura social pelas distâncias entre as pessoas.

A seguir, uma intervenção do Observatório da Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina no eixo do transporte coletivo, o coordenador do Professor Doutor Bernardo Meyer, discorreu sobre a logística integrada de transporte coletivo, no caso, apenas na parte continental da área metropolitana.

Foi seguido pelo professor Doutor Werner Krauss Júnior que apresentou o
Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis e sua atuação junto à Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis e outros municípios.

No dia seguinte entrou com maiores detalhes, mostrando anteprojeto das estações de Bus Rapid Transit (BRT) nos locais mais importantes da área metropolitana. Depois, o secretário da mobilidade urbana da cidade de Florianópolis, descreveu os dez eixos temáticos da gestão integrada da Prefeitura de Florianópolis.

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Foto: Divulgação/Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis

Para mostrar outras opções que não apenas a rodoviária, o engenheiro Rodolfo Philippi, do LabTRans (da Universidade Federal de Santa Catarina) falou sobre transporte coletivo regional sobre trilhos, já que no interior da ilha se sabe ser inviável por diversos motivos.

Também que nossa área metropolitana está se “afogando” pelo estrangulamento da rodovia BR-101. Em seguida veio outra grande necessidade, por Leandro Ferrari – Diretor de Planejamento e Desenvolvimento Turístico da Santa Catarina Turismo – discorrendo sobre transporte marítimo.

Depois, o Professor Doutor Eduardo Lobo lançou o desafio da modernidade sobre Integração Logística e Mobilidade Urbana, no caso estendendo-se inclusive ao transporte ferroviário. Na questão básica de pavimentação, outra infraestrutura em crítica, o engenheiro Dejalma Frasson – da Associação Brasileira Cimento Portland – apresentou as grandes vantagens do pavimento em concreto de cimento Portland.

A discussão de temas sensíveis das áreas metropolitanas em conjunto com as legislações mais atuais, a engenheira Lúcia Mendonça discorreu sobre Estatuto da Metrópole e Mobilidade Urbana.

Para o encerramento, contou-se com a presença do Secretário da Infraestrutura do Estado de Santa Catarina, coronel engenheiro Carlos Hassler, que fez uma apresentação dos problemas e apontou soluções.

Seguiu-se a uma sabatina sobre o que mais se comenta atualmente, como o acesso ao sul da ilha, bem como a reestruturação da pasta pela absorção do Departamento Estadual de Infraestrutura.

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