AeroPark Camboriú deve transformar o litoral norte catarinense em um novo polo de aviação executiva, com investimento previsto de R$ 1 bilhão e um complexo privado de 2,2 milhões de metros quadrados na região do Braço, em Camboriú (SC).
O empreendimento surge como resposta à falta de infraestrutura aérea executiva em uma área que recebe até 2 milhões de visitantes por temporada, segundo o material divulgado. Hoje, a maior parte desse fluxo chega por terra, em meio à saturação da BR-101.
Projeto reúne aeroporto, hangares e áreas de negócios
O complexo prevê cerca de 250 lotes para hangares corporativos, com áreas que variam de 640 m² a 2.880 m², distribuídos em três condomínios ligados à mesma pista. A estrutura terá pista de 1.400 metros, expansível para 1.600 metros, operação 24 horas, balizamento noturno e abordagem por instrumento.
“Foi feito um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais – a ideia é corporativa”, afirmou Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.
Além da estrutura aérea, o plano inclui setor comercial e empresarial, parque tecnológico, rede hoteleira, condomínios residenciais de luxo e área reservada para um futuro shopping center de 42 mil metros quadrados.
AeroPark Camboriú e a mobilidade no litoral norte
Segundo Valmir Tartari, diretor presidente do empreendimento, a proposta nasceu da dificuldade de acesso à região. “A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul”, disse.
O diretor comercial Everton Tomasi destacou que o projeto pretende criar um ecossistema econômico ao redor da infraestrutura aérea. “Vamos ter novos bairros no entorno, novos espaços para galpões logísticos – preciso criar um ecossistema para atender tudo que iremos transformar no local”, afirmou em entrevista à Jovem Pan News Florianópolis.
Tomasi também apontou possibilidades de investimento nos condomínios aeronáuticos. “Pode hoje olhar para o AeroPark Camboriú quem está na operação, quem tem uma aeronave que precisa guardá-la, pode ser o cara que tem uma oficina, ou você pode só comprar um lote para a construção do hangar e alugar, arrendar. Existem várias formas de investimento em um condomínio aeronáutico como o nosso.”
O empreendimento é inteiramente privado e será liderado pela VexCapital, com investidores do Sul do Brasil. As obras de terraplenagem estão previstas para o primeiro semestre de 2027, e a operação plena deve ocorrer até 2030.
Com apoio institucional da Prefeitura de Camboriú, o projeto já começa a influenciar o mercado imobiliário da região, segundo o material divulgado. A proposta também integra o posicionamento do município como ponto estratégico perto do Porto de Itajaí e da BR-101.