Praça de pedágio no Contorno Viário da Grande Florianópolis é descartada

A concessionária Arteris Litoral Sul e a Agência Nacional de Transportes Terrestres descartam a necessidade de implantar uma praça de pedágio no trecho de pouco mais de 50 quilômetros do Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Questionada sobre o assunto a Agência Nacional de Transportes Terrestres destacou que não há cobrança em nenhuma rodovia federal que tem contorno para desviar o tráfego.

O fato de não haver a construção de uma nova praça, não significa que o motorista não terá que pagar pela obra. Segundo a Arteris Litoral Sul, ainda não é possível projetar qual será o impacto na tarifa.

A empresa destacou que só será possível conhecer estes números com exatidão quando todo o investimento do contorno estiver definido. Até que ocorra a aprovação do projeto dos túneis, que estão sob análise, não existe projeção sobre o valor da tarifa.

Atualmente, os carros de passeio pagam R$ 2,70 para trafegar pela rodovia. Na região, a cobrança ocorre na praça de Palhoça e depois em Porto Belo. De acordo com a Arteris Litoral Sul, os veículos continuarão a serem tarifados apenas nestes dois pontos.

Além de reiterar que não haverá a implantação de nova praça na região do contorno, a concessionária informou que não há previsão para nenhum outro trecho da rodovia BR-101.

A nova rodovia terá pista dupla, quatro túneis duplos e 26 obras de artes especiais. A previsão é que receba 20% do tráfego pesado da rodovia BR-101.

Atrasos não impactam na tarifa

A obra do Contorno Viário da Grande Florianópolis deveria estar pronta em 2012, mas só começou dois anos depois. Nesse período, o traçado da rodovia foi alterado a pedido de moradores das cidades cortadas pela nova rodovia. Essas alterações demandam novos projetos, análises dos órgãos de fiscalização e ambientais.

A mão de obra também foi responsável pelo atraso na entrega. Ano passado, por exemplo, os funcionários da Salini Impregilo cruzaram os braços para pedir melhores condições de trabalho.

Este ano, além da construtora italiana, outras duas construtoras já tocaram as obras. A nova contratada é a construtora Camargo Corrêa, que atua desde o começo do mês no local. A Arteris Litoral Sul informou que os atrasos não impactam na tarifa paga pelo usuário.

Mudanças no traçado aumentam custo e prazo da obra

O projeto do contorno foi mudando ao longo dos anos. Em abril deste ano, em uma apresentação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, representantes da empresa mostraram alguns casos onde foi necessário fazer adequações.

O projeto aprovado pela ANTT em 2010 não foi aceito em audiência pública em Biguaçu, mesmo já tendo a anuência do município em 2011. Só em 2013, começou o detalhamento do projeto executivo, novos estudos para o licenciamento ambiental e processos de desapropriações.

Em 2014 e 2015, devido a manifestação popular, a Agência Nacional de Transportes Terrestres solicitou a concessionária pelo menos outras duas alterações no traçado original.

De acordo com a Arteris Litoral Sul, a obra já custou pouco mais de R$ 1 bilhão. O projeção do investimento final só poderá ser feita após a aprovação dos projetos dos quatro túneis duplos, que estão em fase de licenciamento.

Trânsito

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